Sentada
à beira da distinta esperança
finjo uma melancolia minha. Entre a poeira que lentamente se espalha
e a tulipa esquecida no caminho.
Os raios fracos do sol espelhados na poça de água escura,
dizem-me verdades em balbucios inefáveis... E eu
continuo ali.
Minhas mãos lamentam e meu pensar vagueia...
Quão doce é o perfume dos dias amenos!
Em meio às folhas cautelosas dos galhos que
tremulam, toco o sopro curioso do vento que
acaricia minha alma.
As linhas que transcorro são desdobramentos de meus anseios: balelas cativantes,
pontos casuais, que partem de minhas rugas cinza,
para vogais desaceleradas.
E amo, como amo...!
A copa verde-escura faz convite ao céu aberto,
pois deseja tê-lo somente para si.
Enquanto minhas pernas dobradas e a minha aparência curva,
meditam sobre os próximos segundos enquanto eles passam...
De leve, de sorte devagar.
Práticas de solo, desvios de formiga que beijam a terra, que passam por mim.
Tardes sanam o espaço de vidas à espera.
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Data de Inclusão:
quarta-feira, 28 de julho de 2010