SOB VELAS E TINTA FRESCA
30/7/10
NATALIA CAPI
Calada as sombras festejam as memórias,
Sob o luar lavado de circunstâncias perdidas,
Devolveu numa simples tempestade de medos
seus pequenos e curtos gestos amargos.
Ainda há tempo?
Tempo de correr lá fora?
Tempo de fugir das rosas?
Sendo estes anos todos complexos
todos á base de fadas e histórias?
Dissolveu no vinho o que engana,
Bebeu do que lhe queima, lhe corta
corroe a garganta.
Lembrou-se de ser apenas uma menina
cujo o poder de pensar não tinha.
Escreve agora,
Sob á luz da vela
Queimando tão vagarosa
Enquanto a tinta conta histórias
de sofrimento sem demora,
cujo não há ninguém pra ouvir.